Common Sense (1776)

Faz uma distinção entre sociedade e governo, considerando que a primeira resulta de uma necessidade e que o segundo resulta da preversidade, permitindo concluir que o homem naturalmente social não é naturalmente um animal político. A sociedade protege enquanto o governo pune. O governo, o government anglo-saxónico, mais próximo do nosso conceito de Estado, enquanto o tal mal necessário constitui um suporte para a insuficiência da moral. Entendendo o político como um mecanismo, salienta que o governo, quando imperfeito, é um mal insuportável, pelo que o governo simples é o menos imperfeito, dado que, no caso de avaria pode ser mais facilmente consertado. Entre os exemplos de macanismos complicados, refere a constituição britânica, salientando que em todas as circunstâncias a monarquia está para o governo, como o papismo para a religião.