Colaboracionismo

Do lat. colaboratio, ação de trabalhar em conjunto. Depois da derrota do nazi-fascismo, a Europa vai viver o drama de reconhecer que a Segunda Guerra Mundial foi mais uma guerra civil do que uma guerra de pátrias. Com efeito, tanto nos paises dominados pelo nazismo e pelo fascismo como naqueles que foram ocupados pelas potências do eixo houve uma divisão entre os que colaboraram com o ocupante e os que a ele resistiram. Porque Hitler não apenas cresceu pela conquista, mas também pela adesão de muitos nacionalistas e outros tantos socialistas, mobilizando apoios tanto à direita como à esquerda. A Europa tinha remorso e sentia-se envergonhada, voltando-se sobre as suas próprias culpas. Assim, depois da vitória dos Aliados, os resistentes passaram a libertadores e os colaboracionistas a traidores sobre os quais foi necessário exercer o processo da depuração, tanto através do ostracismo como das próprias execuções físicas.

A ambiguidade dos países neutros

Mesmo no campo das potências neutrais era grande a ambiguidade. Sem falarmos no caso português, ensaiando a chamada neutralidade colaborante com os anglo-americanos, importa salientar que a Suécia e a Suíça, quase até aos últimos dias da guerra, sempre fizeram fornecimentos aos alemães, desde ferro, no caso sueco, a armamentos, no caso suíço.

Ver Neutralidade Colaborante