Climas e política

Ratzel (1844‑1904), vai levar às teses do espaço vital do próprio Estado, a uma conceção fisico‑natural de nação, não faltando até os que fazem corresponder os diversos tipos de regimes políticos e até as personalidades básicas dos povos com os climas e com os habitats. Para Ratzel, por exemplo, “toda a vida do Estado tem as suas raizes na terra”, onde há três elementos fundamentais: a situação (lage); o espaço (raum) e a fronteira (grenze). Estas teses, fundamentais para o desenvolvimento do estrategismo, estão também na base das teorias do geographical environement, nomeadamente em E. Huntington, autor de The Human Habitat e em E. Chunchill Semple para quem the man is the product of the earth’s surface.

Trata‑se de uma tendência que tem raízes no próprio Montesquieu, quando dissertava sobre as relações íntimas entre os climas e os regimes políticos, e que, aliás, constitui um tópico tradicional do pensamento e dos preconceitos políticos.

Renan, por exemplo, vem, depois, considerar que os desertos são monoteístas e Hippolite Taine referir que o território, entendido como pays é que constitui o elemento propulsor da marcha da história:”a raça modela o individuo; o país modela a raça. Um grau de calor no ar, a inclinação do chão é a causa primordial das nossas faculdades e das nossas paixões”.