Clientelismo

As relações de dependência pessoal no feudalismo, entre um fiel que oferece obsequium e um senhor que dá proteção.

Dá‑se, com efeito, uma estruturação contratual da sociedade, à semelhança do que sucedeu com o patronatus do Baixo Império, que regulava as relações entre os libertos e o antigo dono. Agora é o pequeno proprietário ou o cultivador de terra alheia que vai pedir proteção ao grande proprietário, tal como se dá a clientela entre os minores e a relação de encomendação/fidelidade entre um fiel, que oferece obsequium, e um senhor, que dá proteção.

Lucy Mair: as relações de clientela e de dependência pessoal do feudalismo que constituiram “o germe do Estado Moderno”.

Vilfredo Pareto (1848‑1923), no seu Tratatto di Sociologia, de 1916 (dera que “se o consenso fosse unânime o uso da força não seria necessário” e fala num “governo efetivo” que emana dos bastidores e nos dois modos principais que usa a classe governante: “uma que usa a força (bravos, soldados, agentes de polícia, etc. ); outra que usa a arte (clientela política)”.