Civilisations e Estado

habermasNum conúbio entre Weber e Marx, Jürgen Habermas (na imagem) considera que o Estado Moderno, que se forma em conexão com o tráfico mercantil das economias territoriais e nacionais em formação a partir das necessidades de uma administração financeira central, viu-se sempre remetido para a competência profissional de funcionários com preparação jurídica. Isto é, para além de exércitos permanentes, surgiu uma administração permanente e tiveram de aplicar mais uma arte do que uma ciência. O Estado resultaria da emergência típicas das sociedades das chamadas culturas superiores (civilisations), em oposição às sociedades ditas mais primitivas, através de três elementos: — existência de um poder central ( organização estatal da dominação face à organização por parentesco); — divisão da sociedade em classes socio-económicas; — estar em vigor algum tipo de mundivivência central (mito, religião superior) que tem como fim uma legitimação eficaz da dominação. Acontece que o Estado parece ter de abandonar a substância da dominação em favor de uma inserção eficiente das técnicas disponíveis no enquadramento das estratégias impostas pelas próprias coisas — ele parece já não continuar a ser um aparelho para a imposição coativa de interesses infundamentáveis por princípio e só sustentáveis em termos decisionistas, para se transformar num órgão de uma administração integralmente racional.