Ciência política em Portugal

Os estudos políticos nas Faculdades de Direito. A perspectiva do positivismo organicista (o papel de Manuel Emídio Garcia). A recepção do sociologismo jurídico francês de Léon Duguit, na senda de Durkheim. Domingos Fezas Vital e a introdução do institucionalismo jusnaturalista e da filosofia dos valores. A importância da filosofia do Estado de Luís Cabral de Moncada e a recepção das escolas neokantianas, neo-hegelianas e fenomenológicas. O magistério de Marcello Caetano e o aparecimento da Escola de Direito Público de Lisboa. A perspectiva da ciência política como ciência auxiliar do direito político e do direito constitucional. A influência dos modelos organicistas franceses e a recepção tardia do modelo da teoria geral do Estado.

A recepção da ciência política contemporânea nas Faculdades de Direito. O papel da escola de Rogério Soaresem Coimbra. O ensino de ciência política na Faculdade de Direito de Lisboa: das vulgatas marxistas às tentativas pós-revolucionárias posteriores a 1977 — Rui Machete, Jorge Miranda e Marcelo Rebelo de Sousa. A influência dos constitucionalistas da Escola de Lisboa na génese e nas revisões da Constituição de 1976. — A politologia no ISCSPU e no ISCSP. O papel de Adriano Moreira na docência das cadeiras de Política Ultramarina (anos cinquenta), História das Teorias Políticas e Sociais e Política Internacional (anos sessenta). A edição dos manuais Ideologias Políticas. Introdução à História das Teorias Políticas (1964) e Ciência Política (1979). As reformas de 1980 e a criação do Mestrado em Ciência Política. Os doutoramentos em ciência política. Os núcleos universitários de história das ideias políticas e de sociologia do político. Os estudos políticos no ISCTE e na Universidade de Évora. O regresso à filosofia política em núcleos católicos de reflexão e de ensino. As revistas Análise Social, Estudos Políticos e Futuro Presente.