Cérebro Social

durkhwimDurkheim (na imagem) considera o Estado como cérebro social, como o órgão que está encarregado de representar o corpo social no seu conjunto e de o dirigir. As principais atividades do Estado tem a ver com deliberações, pelo que a sua função essencial é a de pensar, ou refletir, e não a de executar. Neste sentido, diz que o mesmo Estado é um órgão do pensamento social, diverso do pensamento irrefletido da multidão. Émile Durkheim, numa amálgama de hegelianismo e organicismo, conforme a expressão de Bertrand de Jouvenel, e procurando superar a incapacidade demonstrada pelo demoliberalismo da época em que viveu face à pressão dos grupos intermediários, considera nas suas Leçons de Sociologie, o Estado como o cérebro social, como o órgão que está encarregue de representar o corpo social no seu conjunto e de o dirigir. É que toda a vida do Estado propriamente dito passa-se não em ações exteriores, em movimentos, mas em deliberações, isto é, em representações. O Estado surge, pois, como um mecanismo de comunicação e de transmissão de informações, constituindo um instrumento neutro e funcional, claramente separado da sociedade.