Calendário Gregoriano

Estabelecido pelo Papa Gregório XIII em 1582, onde se saltaram dez dias face ao calendário juliano, o primeiro dos que fez coincidir o ano civil com o ano solar. A palavra vem de calendoe, o primeiro dia do mês.

Em 1700, 1800 e 1900, foram saltados mais três dias. Com efeito, o calendário juliano não suprimia os anos bissextos terminados em 00 não divisíveis por 400. A reforma de Gregório XIII foi, então, imediatamente adotada pela Itália, Espanha, Portugal e França. Os países protestantes tardaram a seguir a reforma porque, como dizia Kepler, os protestantes gostam mais de estar em desacordo com o sol do que em acordo com o papa. No século XX, foram aderindo ao calendário: o Japão, em 1911; a China, em 1917; a Rússia, em 1918; a Bulgária, em 1919; a Roménia, a Grécia e o que viria a ser a Jugoslávia, em 1923, e a Turquia, em 1926.

O Decreto russo foi adotado em 6 de fevereiro do calendário juliano, isto é, a uma semana do dia 31 de janeiro do calendário gregoriano. Determinava-se que o primeiro dia a seguir a 31 de janeiro (do calendário juliano, equivalente ao dia 13 de fevereiro do calendário gregoriano) considerar-se-á não 1 mas 14 de fevereiro. Deste modo, 25 de Outubro do calendário juliano equivale a 7 de novembro, do calendário gregoriano (mais treze dias). O considerando do decreto dizia estabelecer-se o sistema de contagem do tempo utilizado por quase todas as nações cultas.