Brasil

PEdro IA independência é proclamada por D. Pedro (na imagem) em São Paulo, nas margens do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, quando este lança o grito de é tempo, laços fora! Independência ou Morte. Parte para o Rio de Janeiro logo no dia 9 e a 12 é aclamado imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil. Segue-se a sagração e coroação no dia 1 de dezembro. O novo Império tem então três milhões de habitantes, onde só 3% são alfabetizados, com um terço de escravos e um quarto de índios, ao mesmo tempo que se intensifica a receção de escravos (cerca de 40 000 por ano). O apoio político interno vive da tensão das maçonarias. O rito francês ou maçonaria vermelha, liderada por Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, apesar de republicana, apoia a fórmula imperial (D. Pedro havia sido feito irmão em Abril de 1822). O rito britânico é minoritário, a chamada maçonaria azul. Nos primeiros tempos dominam os modelos conciliatórios dos Andradas, mas em finais de Outubro de 1822, já D. Pedro é obrigado a prender e exilar os maçons vermelhos, face os ataques que estes desencadeiam contra o governo dos Andradas. Nova tensão se vai estabelecer entre os nativistas e o chamado partido português. Nova perseguição aos vermelhos em Março de 1823. Depois de jurada a nova Constituição em 25 de Março de 1824, segue-se a revolta no Recife que chega a criar uma Confederação do Equador, de 2 de julho a 12 de setembro de 1824, liderada por Frei Caneca. Em 1825 é concluído o Tratado com Portugal, negociado em Londres pelo marquês de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant. Depois de uma guerra com a Argentinam em 27 de agosto de 1828, o Brasil tem de reconhecer a independência da República Oriental do Uruguai. Em 7 de abril de 1831, D. Pedro abdica face a uma revolta de nativistas. Segue-se o domínio destes sob a liderança do regente Diogo António Feijó, um liberal contra quem se levantam os regressistas conservadores. Em 1834, um Ato Adicional à Constituição estabelece medidas de descentralização. Em 1840, com a maioridade de D. Pedro II, assume o poder o partido conservador liderado por Pedro de Araújo Lima. Por Lei de 12 de maio de 1840 são comprimidas as autonomias provinciais e em 23 de novembro de 1841, restaurado o Conselho de Estado. Em 1853 o Imperador impõe um governo de conciliação entre os dois partidos. Em 1868, o Brasil vence a guerra do Paraguai. Em 1881 surge uma reforma eleitoral estabelecendo o sufrágio direto, depois de proposta apresentada em 1879 por José Lins Cansação de Sinimbi. Em 13 de maio de 1888, pela chamada Lei Áurea, é abolida a escravatura. A República é instaurada em 15 de novembro de 1889, sendo primeiro presidente Deodoro da Fonseca que renuncia em 24 de novembro de 1891, sendo substituído pelo seu vice, Floriano Peixoto. De 1894 a 1898, é a vez do paulista Prudente de Morais, a que se segue Campos Sales, de 1898 a 1902. Hermes da Fonseca vence as eleições de 1909, derrotando o civilismo de Rui Barbosa e fica no poder até 1914. Face à República positivista do café com leite, a aliança de cafeicultores de São Paulo, com os grandes proprietários pecuários de Minas Gerais, para além da oposição liberal de Rui Barosa, surge a contestação liderada por Olavo Bilac, apoiada nos anos vine por várias revoltas tenentistas.