Bloco Liberal (1910)

Designação dada, por ocasião das eleições de Agosto de 1910, as últimas da monarquia liberal, a um grupo onde estiveram os dissidentes progressistas de José de Alpoim, ditos pelos inimigos como os buicidentes, os franquistas de Melo e Sousa e Malheiro Reimão, e os católicos de cariz franciscano, contrários ao partido nacionalista, influenciado pelos jesuítas, com Quirino de Jesus e Abúndio da Silva, que então já assumiam como defensores da democracia cristã. O bloco, que apoiava o governo de Teixeira de Sousa, contava na Câmara dos Deputados com o apoio de 89 deputados.