Bloco de Esquerda (1999)

 bloco-de-esquerdaSurge em Fevereiro de 1999, pela união da UDP, do PSR e da Política XXI, oriunda do MDP/CDE. Conseguem dois deputados nas eleições de 1999, exercidos em regime de rotatividade entre os primeiros candidatos pelo círculo de Lisboa.

Nas eleições de 17 de Março de 2002 passam a três deputados.

Destacam-se o Professor Doutor Francisco Louçã, oriundo dos trotskistas, Miguel Portas, dissidente do PCP, e o Professor Doutor Fernando Rosas, antigo MRPP. Assumem uma versão suave da antiga extrema-esquerda, ou esquerda revolucionária.

Nuno Zimas:

Em Fevereiro de 1999 reúne-se, no auditório do antigo cinema Roma, em Lisboa, a assembleia de fundação de um novo movimento político que pretende congregar esforços à esquerda do PCP, sector até então bastante fraccionado.
Nas palavras de um dos principais impulsionadores, Luís Fazenda, trata-se de acrescentar Esquerda à esquerda, numa clara atitude de ruptura com o plácido reformismo do Partido Comunista.

Na base deste novo partido/movimento estão três organizações políticas formalmente constituídas, a UDP, O PSR e a Política XXI, às quais se juntam inúmeros vultos da Esquerda portuguesa sem filiação partidária ou ex-militantes do PCP afastados na ressaca do ocaso do sovietismo.

Obtém 2 mandatos nas Legislativas de 1999, exercidos em regime de rotatividade entre os primeiros candidatos pelo círculo de Lisboa.

A 17 de Março de 2002 logram mais um mandato, desta feita pelo círculo eleitoral do Porto.

O mediatismo e o prestígio de algumas individualidades, como Francisco Louçã, Miguel Portas ou Fernando Rosas, têm dado inesperdada visibilidade a um movimento oriundo da chamada extrema-esquerda.

Entre os tópicos mais tenazmente defendidos pelo BE contam-se a liberalização das drogas leves e a despenalização da interrupção voluntária da gravidez por decisão da mulher. Também se evidencia na luta contra a discriminação social, seja esta de género, raça, credo ou orientação sexual.