Baptista, António Maria de (1860-1920)

granjoantonioOficial do exército. Combate nas campanhas de África e assume-se como militante do partido democrático depois de 1910.

Ator em momentos marcantes como em 1915, 1916 e 1917, quando pôs a espada ao serviço do modelo afonsista de república, contra Pimenta de Castro, Machado Santos e a restauração monárquica, passa a corporizar a esperança dos democráticos no sentido de um programa de defesa intransigente da ordem pública, contra a agitação sindical e a atividade bombista, a partir de 1919, quando exerce as funções de ministro da guerra. Pelo estilo pretoriano, consegue granjear para o situacionismo democrático o apoio das chamadas forças vivas.

Chamado a organizar governo em 1920, morre no exercício destas funções, em pleno conselho de ministros, vítima de uma apoplexia, depois de receber uma carta insultuosa. Fica, depois, célere o aforismo: ou é da minha vista ou estás a pedir um Baptista.

Companheiro de Mouzinho em Moçambique. Membro do Partido Democrático. 1915 Participa na revolta de 1915 contra Pimenta de Castro, ao lado de Álvaro de Castro, em Santarém. 1916 Combate a revolta de Machado Santos de 13 de dezembro de 1916. 1919 Participa na Grande Guerra. Combate a revolta monárquica de Monsanto em 23 e 24 de janeiro de 1919. Célebre pela repressão das greves, já como coronel, sendo conhecido como o Baptistinha.

Ministro da guerra do governo de Domingos Pereira, de 30 de março a 29 de junho de 1919. 1920 Presidente do ministério e ministro do interior em 8 de março de 1920.