Avilistas

AvilaPartido ligado à personalidade de António José de Ávila (na imagem), importante no interregno do regime de pequenos partidos que, depois do governo da fusão, antecedeu o rotativismo. Ávila, de cabralista passa a ministro de um governo histórico, para, depois, ser partidário da fusão e um dos líderes do movimento que derrubou essa situação. Depois da Janeirinha e como consequência do governo de Ávila, de janeiro a julho de 1868, surge um partido avilista que vence as eleições de 1868 e de 1869. Na altura os avilistas assumem-se como a ala direita dos chamados reformistas. Nas eleições de 1870, depois de Ávila ter sido ministro da fazenda de Sá da Bandeira, os avilistas elegem 16 deputados. Novo governo de Ávila, de 29 de outubro de 1870 a 13 de setembro de 1871, marca a distância entre avilistas e reformistas. Com Ávila estão os ministros Carlos Bento da Silva, José Maria Morais Rego, José Eduardo Melo Gouveia, bem como dois reformistas, Alves Martins e Saraiva Carvalho, logo demitidos em 30 de janeiro de 1871. São depois mobilizados pelos avilistas, já sem reformistas, José Marcelino Sá Vargas e o visconde de Chanceleiros. Nas eleições de 9 de julho de 1871, os avilistas conseguem 27 deputados, contra 14 reformistas, 31 históricos, 22 regeneradores e 8 constituintes. Os avilistas passam a aliados dos regeneradores e como tal se apresentam nas eleições de 1874. Entre os principais nomes do partido, Carlos Bento da Silva, Barros e Cunha e José de Sande Mexia Salema.