Almeida, António José de (1866-1929)

Segundo Raúl 200px-Antonio_Jose_de_AlmeidaBrandão, é um orador, até os seus artigos são discursos… mas justiça, liberdade e povo que para outros não passam de plavras, são para ele realidades profundas. Médico, deputado republicano antes de 1910.

Quando estudante, com 24 anos, publica um célebre artigo, Bragança, o Último, pelo qual é condenado a três meses de prisão. Exerce a clínica em S. Tomé, donde regressa em 1903.

Em 24 de janeiro desse mesmo ano, faz um vibrante discurso no funeral de Rafael Bordalo Pinheiro. Detido em 31 de janeiro de 1908.

Diretor da revista Alma Nacional. Fundador do partido evolucionista. O mítico tribuno dos tempos da propaganda heróica, o palavroso ideológo da revista Alma Nacional, impulsivo no discurso, volúvel de feitio, todo ele uma sucessão rápida de amores e ódios, misturando tática com estratégia, tanto não tinha ideias germem de crenças, reduzia as ideias ao prazer do discurso. Ministro do interior do governo provisório de 5 de outubro de 1910 a 4 de setembro de 1911. Presidente do ministério da união sagrada, de 15 de março de 1916 a 25 de abril de 1917, onde acumula a pasta das colónias. ais assentes em linhas filosóficas mínimas.

Romântico, hoPresidente da república eleito em 6 de agosto de 1919. Exerce as funções de 5 de outubro de 1919 a 5 de outubro de 1923. É o único que consegue cumprir o seu mandato. Morreu em 30 de outubro de 1929.

Bibliografia

- Quarenta Anos de Vida Literária e Política, 4 vols., Lisboa, 1933-1934