Alexandre Herculano de Carvalho Araújo (1810-1877)

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Maçon. Implicado na revolta de 1831, parte para o exílio. Soldado raso nas lutas liberais.
Segundo bibliotecário na Biblioteca Pública do Porto em 1833. Demite-se após a revolução de Setembro e contra a nova situação publica A Voz do Profeta.
Nomeado em 1839, por D. Fernando, director das bibliotecas reais da Ajuda e das Necessidades.
Deputado em 1840-1841.
Publica o I vol da História de Portugal em 1846.
Assume o anticlericalismo em Eu e Clero (1850).
Protesta contra a Lei das Rolhas de Costa Cabral (1850).
Assume a conspiração de Saldanha contra o cabralismo e é um dos inspiradores da Regeneração de 1851.
Recusa a pasta do reino. Opõe-se a Fontes e a Rodrigo da Fonseca.
Funda O País (1853) e inspira O Português (1853).
Eleito presidente da câmara municipal de Belém pela oposição histórica em 1853.
Torna-se vice-presidente da Academia das Ciências em 1855.
Começa a publicar os Portugaliae Monumenta Historica em 1856.
Opõe-se com Ferrer à Concordata (1857).
Renuncia a deputado em 13 de Agosto de 1858.
Faz campanha anticlerical na questão das Irmãs da Caridade (1858-1862). Preside a comício anticlerical em 31 de Dezembro de 1858.
Retira-se para Vale de Lobos em 1857.
Recusa ser professor no Curso Superior de Letras, aberto em 1861.
Faz parte da comissão revisora do Código Civil em 1860.
Critica a proibição das Conferências do Casino.  

Morre em 13 de Setembro de 1877

Anti-absolutismo e anticlericalismo

Em primeiro lugar insurge-se contra o absolutismo. Em segundo assume-se como anticlerical, principalmente quanto à religião dos jesuítas.  No fundo, assume um estoicismo radical.

Liberdadeiro

Acredita mais na liberdade que na igualdade, dizendo-se liberdadeiro contra o socialismo e as ideias democrático-republicanas, considerando estas últimas marcadas pela idolatria do algarismo e pela inveja. Também se distancia do socialismo, considerando que o socialista vê no indivíduo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo.