Acção Escolar de Vanguarda (1934)

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Defesa da Ordem Nova e de um Estado Totalitário são pontos fulcrais do seu programa.

Em 28 de Janeiro de 1934, há uma sessão no Teatro São Carlos de apresentação do movimento, promovida por João Ameal e Manuel Múrias. Preside Carmona.

Discursos de António Ferro e de Salazar: não reconhecemos liberdade contra a Nação, contra a família, contra a moral… comunismo… a grande heresia da nossa idade.

Insere-se numa estratégia de liquidação do nacional-sindicalismo por parte do governo. Seguiu-se em Fevereiro o facto de dissidentes do Nacional Sindicalismo começarem a publicar a revista Revolução Nacional, dirigida por Manuel Múrias.

Dois anos depois, era criada a Mocidade Portuguesa.

Tradição e Revolução, vol. II:

1934

  • Acção Escolar de Vanguarda - Surge em 23 de Janeiro de 1934 uma organização dirigida pelo estudante Ernesto de Oliveira e Silva e por António Eça de Queiroz, onde expressamente se defende uma ordem nova e um Estado Totalitário. No dia da fundação, há uma sessão no Teatro São Carlos de apresentação do movimento, promovida por João Ameal e Manuel Múrias. Preside Carmona.
  • Manifestações no Terreiro do Paço de apoio a Salazar. Surgem os camisas verdes da Acção Escolar de Vanguarda (27 de Abril). Salazar procura assim destruir por dentro a deriva nacional-sindicalista. De qualquer maneira aquilo que pretendia ser um mero autoritarismo conservador, à maneira de Dolfuss ou do que virá a ser Pátain, é obrigado a ceder a certa retórica e a alguns dos rituais do fascismo revolucionário, bem como a certos espetáculos da nova estética política, com camisas coloridas, saudações romanas, comícios e acampamentos.
  • Lançado o jornal Revolução Nacional, dirigido por Manuel Múrias, de acordo com Salazar. Rolão Preto e os que restam do nacional-sindicalismo entram em quase clandestinidade (1 de Março).

1936

  • Criada a Mocidade Portuguesa, dita organização nacional, diversa do modelo da Acção Escolar de Vanguarda, ainda entendida como milícia juvenil do partido único. Até 1940, será comissário nacional Francisco Nobre Guedes. Pretende criar-se uma linha lusófila de combate a anglófilos e germanófilos, pelo que se abandona a ideia do anterior ministro Gustavo Cordeiro Ramos que, apesar de ser acusado de germanófilo, criara uma Organização Escutista Nacional, acusada de seguir os modelos britânicos (19 de Maio). Carneiro Pacheco também transforma o ministério da instrução em ministério da educação nacional. Como o deputado monárquico Jacinto Ferreira vai dizer em 1950: uma vez, Almeida Garrett, em hora de má inspiração, escreveu que não compreendia nenhuma educação que não fosse eminentemente nacional. E houve um ministro, já não sei qual, que, em hora para mim de igualmente pouco feliz interpretação, mandou acrescentar a palavra nacional a tudo o que, oficialmente, designava educação…