Ação Social

Talcott_Parsons_(photo)Segundo Talcott Parsons, em 1937, em The Structure of Social Action, quando ainda era acirradamente funcionalista, a ação social é um acto.unidade, uma adaptação de meios a fins, porque as unidades dos sistemas de ação têm certas propriedades sem as quais não é possível conceber a unidade como existente. Tais unidades são como as partículas, enquanto unidades de um sistema mecânico, as quais também só podem ser definidas pelas suas propriedades.

Weber enumera quatro tipos de ação social, correspondentes a um certo tipo de Herrschaft: a tradicional, a emocional ou afetiva, a racional referente a fins e a racional referente a valores.

  • Ação Tradicional - Em primeiro lugar, Weber refere a ação tradicional, considerada como uma conduta mecânica na qual o indivíduo obedece inconscientemente a valores considerados evidentes e que daria origem à chamada legitimidade tradicional, onde emergem os fiéis como seria timbre do patriarcalismo, da gerontocracia, do patrimonialismo e do sultanismo. Ela seria baseada na crença quotidiana na santidade das tradições vigentes desde sempre e na legitimidade daqueles que, em virtude dessas tradições, representam a autoridade.
  • Ação emocional ou afetiva - Segundo Max Weber é marcada pelo instinto e pela emoção, onde há confiança total no valor pessoal de um homem e no seu destino, uma ação fundada na santidade, no heroísmo e na infalibilidade, onde seria marcante a legitimidade carismática. De um lado, o chefe, o profeta, o herói ou o demagogo; do outro, os adeptos ou os leais, os discípulos ou seguidores. A mesma seria baseada na veneração extra quotidiana da santidade, do poder heroico ou do caráter exemplar de uma pessoa e das ordens por esta reveladas ou criadas. Tudo depende do carisma, isto é, de uma qualidade pessoal considerada extra quotidiana (…) e em virtude da qual se atribuem a uma pessoa poderes ou qualidades sobrenaturais, sobre-humanos ou, pelo menos, extra quotidianos específicos ou então se a toma como enviada por Deus, como exemplar e, portanto, como líder. Contudo, o mesmo Weber salienta que uma das formas de legitimidade carismática aparece na democracia de líderes, com um demagogo a aproveitar-se da democracia plebiscitária, surgindo uma legitimidade carismática oculta sob a forma de uma legitimidade que deriva da vontade dos governados.
  • Ação racional referente a fins (zweckrational) - onde os indivíduos são capazes tanto de definir objetivos como de avaliar os meios mais adequados para a realização desses objetivos, uma ação social marcada pela moral de responsabilidade, onde o valor predominante seria a competência. Aqui já nos situaríamos no campo do Estado racional-normativo ou do Estado-razão, onde domina a ação burocrática, aquela que faz nascer o poder burocrático, o poder especializado na elaboração do formalismo legal e na conservação da lei escrita e dos seus regulamentos, onde dominam a publicização, a legalização e a burocracia.
  • Ação racional referente a valores (wertrational) - a racionalidade em valor, onde os indivíduos se inspiram na convicção e não encaram as consequências previsíveis dos seus atos. Seria uma forma de atividade política inspirada por sistemas de valores universalistas, onde o agente atua de acordo com a moral de convicção, vivendo como pensa sem pensar como vive, em nome da honra, isto é, sem ter em conta as consequências previsíveis dos seus atos. Aquele agente que é comandado pelo dever, pela dignidade, pela beleza ou pelas diretivas religiosas.