1903 – 1910



1903

Janeiro

Dia 16 - Discurso de Dias Ferreira contra o governo

Dia 19 – José de Alpoim ataca o governo, criticando a apreensão de jornais (Imparcial, O Mundo, Paródia)

Dia 23

- Começa a discussão parlamentar sobre a concessão do caminho de ferro de Benguela

- Pinto dos Santos e Luís Augusto Rebelo da Silva filiam-se no Partido Progressista

Fevereiro

Dia 2

- Congresso Marítimo Colonial

- O jornal Novidades aborda a questão das jóias de D. Miguel

Dia 26

- A rainha D. Amélia parte para uma visita ao Oriente

- Reunião da Associação Comercial

Dia 28  - Hintze Ribeiro apresenta a demissão
Março

Dia 7 – João Arroio rompe com Hintze Ribeiro

Dia 9 – Dias Ferreira aborda no parlamento a questão das jóias de D. Miguel

Dia 13 - Revolta do Grelo em Coimbra. Greve geral em Coimbra, dita revolta do grelo (março de 1903). Oliveira Matos e Dias Ferreira interpelam o governo sobre a matéria.

Abril

Dia 2 - Eduardo VII visita Lisboa

Dia 13 – Começa a discussão sobre o orçamento

Maio

Dia 11 –  Votado projecto de ampliação das linhas de caminho de ferro

Dia 16 –  Inauguração em Lisboa de um Centro Regenerador Liberal

Dia 18 - Manifestação de protesto de cerca de 3 000 viticultores em Lisboa, promovida pela Real Associação Central da Agricultura Portuguesa

Dia 31 – D. Carlos inaugura em Évora uma exposição agrícola

Junho

Dia 3 - Congresso do partido Nacionalista.  Vota-se o programa em Viana do Castelo. Na comissão central do novo agrupamento: o conde de Samodães, o conde de Bretiandos e Jacinto Cândido da Silva.

Dia 20 – Morte do Papa Leão XIII

Julho

- Greves operárias no Porto

Dia 28 - Esquadra norte-americana visita Lisboa.

Dia 15 de agosto - Exposição Agrícola no Porto

Dia 28 de setembro - Decreto sobre o regime açucareiro da Madeira.

Dia 31 de outubro - Conferência de Bernardino Machado no Ateneu

Dia 1 de novembro - Eleições municipais em Lisboa

Dezembro

- Greve dos metalúrgicos. Renova-se em fevereiro de 1904.

- Queda do governo. O governo cai depois de uma discussão parlamentar sobre os contratos dos tabacos e dos fósforos.

Dia 11 –  Rei de Espanha, Afonso XIII, visita Portugal

1904

Outubro

Dia 20 – Governo de José Luciano, o chamado ministério das mil e uma maravilhas.

1905

Dia 23 de janeiro - Funerais de Rafael Bordalo Pinheiro. Nas cerimónias, destaca-se o discurso de António José de Almeida.

Fevereiro

Dia 4 - Manifestação republicana de apoio a Bernardino Machado em Lisboa.

Dia 12 - Eleições.

Dia 19 - Morte de António Bernardo da Costa Cabral.

Dia 23 - Denunciado o contrato dos tabacos.

Março

Dia 22 - Rainha Alexandra de Inglaterra chega a Lisboa

Dia 27 - Visita do Kaiser Guilherme II a Lisboa, até 30 de março.

Abril
Dia 3 - Abrem as Cortes com ataques de Hintze Ribeiro a Espregueira.

Dia 5 - Fornada de pares (Espregueira, Dias Ferreira, Veiga Beirão, Ressano Garcia, Augusto José da Cunha, Alexandre cabral, José Maria Alpoim e Eduardo Vilaça).

Dia 26 - Novo contrato dos tabacos apresentado  na Câmara dos Deputados, com ataques de João Arroio e Teixeira de Sousa.

Maio

Dia 2 - Surge a dissidência de José Maria de Alpoim por causa do contrato dos tabacos. Acompanham-no, entre outros, Abel Botelho, Caeiro da Mata, Joaquim Pedro Martins, Francisco Fernandes, o visconde de Algés, visconde de Penalva, visconde do Ameal, os advogados Sousa Costa e Pereira Reis; o jornalista Santos Tavares; os futuros democráticos Barbosa de Magalhães e Mota Veiga; o futuro evolucionista, centrista e sidonista, Egas Moniz, médico, o único português até agora galardoado com o Prémio Nobel.

Dia 9 -  Alpoim não comparece à reunião do Conselho de Ministros. Em 11 de maio saía um Diário do Governo, o nº 106, datado de 10, com a exoneração de Alpoim. Nesse mesmo dia 11 de maio, as Cortes são adiadas até 16 de agosto.

Dia 11 – Remodelação. Artur Pinto Miranda Montenegro substitui José Maria de Alpoim na justiça.

Dia 28 - João Franco visita o Porto.

Junho

Dia 14 - Morte de Chanceleiros

Dia 10 - Visita Lisboa uma divisão naval inglesa.

Agosto

Dia 16 - Reabertura das Cortes no mesmo dia em que morre Emídio Navarro.

Dia 30 - Dias Ferreira faz um discurso na Câmara dos Pares onde defende a constituição de grandes partidos políticos

Setembro

Dia 1 - Cenas de pugilato na Câmara dos Pares entre Dantas Baracho e Pereira Dias.

Dia 5 - João Arroio discursa na Câmara dos Pares criticando Espregueira

Dia 8 - O dissidente progressista Joaquim Pedro Martins discursa na Câmara dos Deputados contra o contrato dos tabacos

Outubro

Dia 19 - Morte de Mariano Cirilo de Carvalho

Dia 27 - Presidente da República Francesa, Emile Loubet, visita Lisboa. Republicanos promovem-lhe manifestações.

Novembro

Dia 19 - Comício dos dissidentes progressistas. Discursos de João Pinto dos Santos, Egas Moniz e Joaquim Pedro Martins. O republicano Brito Camacho também faz um discurso.

Dia 20 - D. Carlos parte para Paris.

Dezembro

Dia 10 - Comício dos republicanos, na Estefânia. Discursos de Afonso Costa, António José de Almeida e Brito Camacho.

Dia 11 - Sai o livro de Basílio Teles Do Ultimatum ao 31 de janeiro

Dia 28 - Nova remodelação governamental: José Capelo de Franco Frazão, conde de Penha Garcia, ex-franquista, substitui Manuel Afonso Espregueira na fazenda; José Matias Nunes substitui Sebastião Teles na guerra; António Ferreira Cabral Pais do Amaral substitui D. João de Alarcão nas obras públicas.

1906

Fevereiro

Dia 1 - Discurso da Coroa

Dia 2 - Alpoim critica o rei e declara que a Coroa não tem direito a censurar ninguém

Dia 7 – Sessão agitada na Câmara dos Deputados quando José Luciano apresenta os novos ministros. A sessão foi interrompida e evacuadas as galerias, onde se grita viva a República, abaixo o governo tabaqueiro, fora o chefe da quadrilha de ladrões.

Dia 9 - Conselho de Estado não dá parecer favorável à dissolução parlamentar. O Conselho de Estado não aprova proposta de José Luciano para a dissolução das cortes, por 7/4. Hintze, em 12 de fevereiro, propõe coligação das oposições monárquicas em defesa do rei que o governo comprometera.

Dia 13 - Apreensão de jornais oposicionistas. São apreendidos O Mundo, de França Borges, e O Primeiro de Janeiro (Alpoim era correspondente em Lisboa deste jornal).

Dia 16 – São apreendidos A Paródia, o Novidades e O Liberal.

Dia 19 - Manifesto dos estudantes de Coimbra contra a degradação da actividade governamental.

Dia 20 - Estudantes do Liceu do Carmo em Lisboa queimam um grande charuto de cartão, onde podia ler-se Abaixo o Governo

Dia 22 - Protesto colectivo dos jornais de Lisboa contra o governo. Subscrevem-no França Borges, por O Mundo, Moreira de Almeida, O Dia, Magalhães Lima, Vanguarda, Alfredo Cunha, Diário de Notícias, Zeferino Cândido, A Época.

Março

Dia 11 -  D. Carlos parte para Espanha (regressa a 16).

Dia 19 - Demissão de José Luciano.

Dia 21 - Governo de Hintze Ribeiro.

Dia 28 - Nomeados novos governadores civis e administradores de concelho. Conde de Sabrosa, governador civil de Lisboa (28 de março)

Abril

Dia 4 - Anunciado em O Século o acordo de concentração liberal entre franquistas (João Franco) e progressistas (José Luciano).

Dia 8 – Amotinação do cruzador D. Carlos I, surto no Tejo. Consegue a pacificação junto dos revoltosos o antigo ministro Francisco Joaquim Ferreira do Amaral. Era a primeira revolta da história da armada portuguesa.

Dia 13 - Revolta do couraçado Vasco da Gama.

Dia 19 - D. Carlos inaugura a Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Dia 22 - Comícios republicanos em Lisboa, na Estefânia e nos Olivais.

Dia 24 - Apreensão de jornais: Lucta, Vanguarda e Mundo por publicarem os discursos dos comícios.

Dia 29 - Eleições. Não são eleitos deputados republicanos, mas à última hora, Bernardino Machado, graças ao uma chapelada governamental, aparece eleito pela assembleia do Peral. Até teve três vezes mais votos do que os eleitores…

Maio

Dia 1 - Brito Camacho funda o jornal A Lucta.

Dia 4 - Incidentes no Rossio quando republicanos esperam a chegada de Bernardino Machado.

Dia 6 - D. Carlos vaiado e Afonso Costa ovacionado no Campo Pequeno. Espectadores voltam as costas à família real.

Dia 7 - Jornal O Mundo é apreendido.

Dia 8 - D. Carlos conferencia com João Franco no Palácio das Necessidades.

Dia 13 - Duelo entre Ferreira Borges, de O Mundo, e Eduardo Schwalbach, do Notícias de Lisboa, por causa dos incidentes do dia 4.

Dia 15 - Rei não concede adiamento das Cortes a Hintze Ribeiro.

Dia 19 - Governo de João Franco, com progressistas. Conforme observa António Cabral, fazia 36 anos que o Marechal Saldanha pela última vez se revoltara…[1]
João Franco anuncia querer governar à inglesa, isto é, com energia, mas com equidade, dentro do espírito das leis, com mão suave e firme. Fala-se na concretização do programa de vida nova. Antes de formar governo, em conversa com José Luciano, diz: conto para governar com a minha honestidade, com a minha energia e com os meus amigos da Câmara, principalmente com a opinião pública (19 de maio de 1906)[2].
Governo conta com o apoio de Melo e Sousa, de Firmino João Lopes e especialmente do diplomata marquês de Soveral, então em Londres. João Franco terá o apoio de Fialho de Almeida, Ramalho Ortigão, Teixeira Lopes. Costa Goodolphim, Antero de Figueiredo, Eugénio de Castro, Henrique da Gama Barros, Gomes Teixeira, José Maria Rodrigues, Visconde de Castilho, António Viana, Tavares Proença. José Maria dos Santos e João de Mascarenhas Gaivão. Entre os jornalistas, Álavro Pinheiro Chagas e Aníbal Soares.

- Hintze Ribeiro, bastante doente, regressa ao Crédito Predial como vice-governador, tendo como governador José Luciano.

- O Novidades de 19 de maio fala na reacção da luva branca no Paço, insinuando que o governo de Hintze caíra devido à s pressões de Luís Soveral junto de D. Carlos.

Dia 25 - Começa uma campanha de imprensa contra Schroeter, considerado como cidadão austríaco No dia 25 de maio sai notícia sobre a matéria no jornal regenerador Novidades

Dia 20 - Eduardo Segurado novo governador civil de Lisboa e Teixeira de Vasconcelos para o Porto (20 de maio).

Dia 27 - Aumento dos vencimentos dos pequenos funcionários públicos

Dia 24 - Banquete de homenagem a Abel de Andrade no Palácio de Cristal, no Porto, em desafio a João Franco.

Dia 25 – O governo, pela voz de João Franco, anuncia o seu programa no Centro Melo e Sousa: tolerância e liberdade para o país compreender a monarquia.

Dia 27 - João Franco conferencia com Hintze (concede-lhe 40 dias de licença, para tratamento no estrangeiro).

Dia 28 - Conselho de Estado vota amnistia para os crimes de imprensa (publicada a lei no dia 30) e anuncia-se a nomeação de novos oito pares do reino (Gama Barros, Melo e Sousa, Luciano Monteiro, José Luís Ferreira Freire, Firmino João Lopes, José Lobo Amaral, visconde de Tinalhas e Teixeira de Vasconcelos).

Dia 29 - Reunião de republicanos sobre o caso Schroeter.

Dia 30 - Hintze parte para o estrangeiros, em convalescença, e deixa Pimentel Pinto a chefiar os regeneradores. Hintze regressará a 23 de julho.

Dia 31 - Rei D. Carlos começa a presidir aos Conselhos de Ministros

Junho

Dia 1

- Reabrem as Câmaras. Apresentação parlamentar do novo governo no dia 1 de junho.

- Manifestação de republicanos contra Schroeter. Discurso de Bernardino Machado e polícia não intervém. A manifestação entregou uma petição ao presidente da Câmara dos Pares, general Sebastião Teles.

Dia 4 – O governo apresenta-se na Câmara dos Pares. José Luciano promete apoio leal e Pimentel Pinto, oposição frontal.

Dia 5 - Conselho de Estado vota dissolução da Câmara dos Deputados.

Dia 6 - Jornal franquista Diário Ilustrado publica certidão de idade de Hintze Ribeiro, onde este é considerado cidadão brasileiro. Aliás, nas mesmas circunstâncias se encontra Bernardino Machado, também nascido no Brasil.

Dia 18 - João Franco manda abrir inquérito à direcção-geral da instrução pública. Inquire Abel de Andrade.

Julho

Dia 17

- João Franco no Porto
- D. Carlos visita Pedras Salgadas, Chaves e Vidago, na segunda metade de Julho.
Dia 29 - Discurso de João Franco no Centro José Novais: um partido, no significado honesto e verdadeiro da palavra, não existe no nosso país há muito tempo, pelo menos dentro das fronteiras da política monárquica (29 de julho).

Dia 30 - Decreto sobre a crise do Douro em 30 de julho. É definida territorialmente a zona demarcada.

Agosto

Dia 2 - Inaugurado o centro franquista Marques Leitão em Alcântara. João Franco é recebido com apupos de republicanos: os republicanos estão a pedir sabre policial. Presente o industrial Alfredo da Silva que é alvo de uma pedrada (2 de Agosto).

Dia 4 - Suspensa a cobrança do real de água na região do Douro

Dia 6 - Carta de D. Carlos a João Franco: Seja como for e suceda o que suceder, temos de caminhar para diante, ainda que a luta seja rude e áspera (e espero-o), porque aqui, mais do que nunca, parar é morrer, e eu não quero morrer assim … nem tu!

Dia 11 - João Franco inaugura cozinha económica na Rua de S. Bento

Dia 14 - Julgamento dos revoltosos do cruzador D. Carlos. Sentença extremamente rigorosa.

Dia 19 –  Eleições. A 44ª eleição geral da monarquia constitucional, com vitória dos governamentais. Há quatro deputados republicanos eleitos por Lisboa, apesar da lista governamental os ter vencido por cerca de duas centenas d evotos.

Dia 20 - D. Carlos, em Mafra, escreve a João Franco sobre as eleições: fizeram-se com uma ordem e uma liberdade a que estamos desabituados, ordem e liberdade em que é absolutamente necessário não só entrar, como agora, mas prosseguir

Dia 23 - Rei parte em viagem oceânica.

Dia 25 - Abel de Andrade é exonerado de director geral da instrução pública, sendo substituído por Agostinho de Campos (25 de agosto)

Dia 26 - Duelo entre Barbosa Colen de Novidades e o franquista Pinheiro Chagas do Jornal da Noite.

Dia 28 - Começa o julgamento dos revoltosos do Vasco da Gama

Setembro

Dia 21 - Duelo entre Abel de Andrade e Aníbal Soares, jornalista franquista do Diário Ilustrado

Dia 29 - Abrem as Cortes. João Franco: vão idos os tempos dos jogos florais das questões políticas, dos obstruccionismos, de todas essas farragens velhas e antigas que durante muito tempo fizeram, desgraçadamente, a ilusão dos membros do parlamento português. Ataques de Afonso Costa e Alexandre Braga.

Outubro

Dia 14 - Funerais de Heliodoro Salgado

Dia 17 - D. Tomás de Vilhena na Câmara dos Deputados fala na união adúltera e híbrida da coligação liberal.

Dia 18 - António José de Almeida discursa na Câmara dos Deputados: se o sr. João Franco estende as mãos aos republicanos, ela fica-lhe no ar abandonada, porque nós não lha queremos

Dia 20 - Afonso Costa sobre João Franco, na Câmara dos Deputados: à frente do governo está um rábula

Dia 29 - Duelo entre José de Alpoim e o jornalista Gaspar de Abreu do jornal Correio da Noite

Novembro

Dia 4 - Vitória republicana nas eleições municipais do Porto.

Dia 6 - Discurso de Hintze Ribeiro na Câmara dos Deputados. Pergunta se a coligação de franquistas e de progressistas é de responsabilidade limitada ou de parceria

Dia 7 - Discurso de João Arroio no parlamento. Considera que João Franco está a fazer a revolução nos bancos do poder auxiliando poderosamente a onda revolucionária. Também critica directamente o Paço, por D. Carlos alojar Soveral e pelo teor das cartas do rei para Hintze Ribeiro.

Dia 8 - Assinado o contrato dos tabacos.

Dia 12 - Dantas Barcho na Câmara dos Pares critica obras realizadas à custa do Estado na Casa Real. No dia 16 o mesmo par do reino pede nota discriminada dos adiantamentos feitos à Casa Real.

Dia 20 - Questão dos adiantamentos no Parlamento em novembro de 1906. Na sessão de 20 de novembro de 1906, Afonso Costa disse: Por menos do que fez o Sr. D. Carlos. Rolou no cadafalso a cabeça de Luís XIV. Deputados republicanos suspensos durante um mês.

Dia 22 - Manifestação de apoio a Afonso Costa. 63 pessoas presas

Dia 28 - Comício republicano no Porto

Dia 29 - Protestos contra o governo da Associação dos Lojistas

Dezembro

Dia 2 - Comício republicano no Porto mobiliza cerca de 12 000 pessoas

Dia 8 - Comício republicano em Leiria

Dia 14 - Conselho de Estado sanciona adiamento das Cortes até ao final de 1906.

Dia 15 - Pimentel Pinto critica o facto de trinta militares da guarnição do Porto se terem inscrito num centro regenerador-liberal. No dia seguinte, João Arroi volta a criticar o fato

Dia 21 - Afonso Costa e Alexandre Braga regressam à Câmara dos Deputados. Há uma mensagem de apoio subscrita por cerca de quarenta e cinco mil pessoas.

Dia 23 - Banquete de homenagem aos deputados republicanos na rua da Junqueira em Lisboa.

Dia 29 - Regresso do rei a Lisboa, vindo de Vila Viçosa. Há uma manifestação de homenagem

1907

 Março

- Começa a greve académica de Coimbra.

Maio

Dia 2 – Governo entra em ditadura e saem ministros progressistas. Franco começa a governar à turca.

Junho

Dia 20 – Nova lei de imprensa.

1908

Janeiro

Dia 28 – Denunciada conspiração promovida por republicanos e dissidentes progressistas.

Fevereiro

Dia 1 – Assassinato do rei.

Dia 4 – Governo da acalmação de Ferreira do Amaral.

Novembro

Dia 1 – Republicanos vencem as eleições municipais de Lisboa.

Dezembro

Dia 26 – Governo de Campos Henriques. O chefe dos regeneradores, Júlio de Vilhena, retira apoio a Ferreira do Amaral. Henriques consegue ser apoiado por parte dos regeneradores adversários de Vilhena e por José Luciano. Em oposição surge um Bloco de vilhenistas e de dissidentes progressistas.

1909

Fevereiro

Dia 13 – Alfonso XII visita Vila Viçosa.

Março

Dia 10 – O regenerador vilhenista Caeiro da Matta ataca o ministro Espregueira na CD.

- Motim dos vinicultores do Douro.

Abril

Dia 11 – Governo de Sebastião Teles, apoiado por Veiga Beirão e pelos lucianistas, visando pôr ordem no exército.

Dia 23 – Terramoto em Benavente.

Dias 24 e 25 – Congresso do PRP em Setúbal, com ascensão dos carbonários à direção e apoio ao programa de derrube da monarquia pela via revolucionária.

Maio

Dia 14 – Governo de Wenceslau de Lima. Governo dominado por figuras não partidárias, com o apoio de Alpoim, Teixeira de Sousa e Pimentel Pinto. Oposição de Vilhena e José Luciano. Chamam a Wenceslau o valido e qualificam o gabinete como o governo da Politécnica do Porto.

Julho

- O republicano Consiglieri Pedroso vence as eleições na Sociedade de Geografia de Lisboa.

- Republicanos organizam comissão militar para o derrube da monarquia.

Agosto

Dia 2 – Grande manifestação republicana anticlerical em Lisboa.

Outubro

Dia 28 – Artur Montenegro substitui Francisco de Medeiros na pasta da justiça, depois do governo ter entrado em conflito com o bispo de Beja.

Novembro

Dia 29 – Republicanos vencem eleições paroquiais.

Dezembro

- Grande manifestação da Junta Liberal Republicana.

Dia 22 – Governo de Veiga Beirão.

1910

Janeiro

Dia 2 de janeiro - Abertura das Cortes.

Fevereiro

Dia 14 de fevereiro – Decreto confirma a demissão dos irmãos Ançã.

Em fevereiro, surge a revista Alma Nacional de António José de Almeida.

Abril

Dia 22 de abril - Questão Hinton na CD. Afonso Costa lê cartas comprometedoras de pessoas ligadas ao paço.

Dias 29 e 30 de abril - Congresso do Partido Republicano no Porto.

Maio

Dia 1 de maio - Escândalo da Companhia do Crédito Predial. Desfalque numa empresa presidida por José Luciano. O franquista Melo e Sousa, então governador do Banco de Portugal decide, com rigor, não apoiar a companhia.

Dia 6 de maio - Morte de Eduardo VII. De 16 a 27 de maio, D. Manuel II ausente do país para participar nos funerais do monarca britânico.

Dia 14 de maio - D. Manuel II  preside à sessão inaugural do Congresso Nacional, na Sociedade de Geografia de Lisboa. Organizado pela Liga Naval e tendo como objetivo o estudo dos problemas nacionais fora da ação mesquinha da política. Segundo o então presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, Consiglieri Pedroso, em Portugal não havia apenas interesses políticos, mas sim, ao lado destes, outros que igualmente deviam ser atendidos.

Junho

Governo convida Léon Poinsard a fazer um estudo sobre Portugal.

Dia 14 de junho - Maçonaria organiza uma comissão de resistência para colaborar com a Carbonária. Fazem parte da comissão José de Castro, Miguel Bombarda, Machado Santos e Francisco Grandela, bem como dois representantes do diretório do PRP, António José de Almeida e Cândido dos Reis.

Dia 27 de junho - Dissolução das Cortes. No Conselho de Estado, votaram contra a dissolução Júlio de Vilhena, Veiga Beirão e José Novais. Foram de parecer favorável Pimentel Pinto, António de Azevedo, Melo e Sousa e Wenceslau de Lima. Os regeneradores afetos a Teixeira de Sousa tinham 30 deputados e os dissidentes progressistas, apoiantes do novo governo, apenas oito deputados, num total de 155 membros.

Julho

Dia 9 de julho - Portaria governamental censura a supressão da folha franciscana Voz de Santo António que fora ordenada por Roma.

Dia 22 de julho - José Relvas, Magalhães Lima e Alves da Veiga são enviados pelo partido republicano para contactos diplomáticos em Paris e Londres.

Em julho, deu-se a solene instalação das oposições monárquicas.

Agosto

Dia 7 de agosto – Grande comício republicano em Lisboa.

Dia 19 de agosto - Governo, dizendo temer movimento revolucionário das oposições monárquicas, põe as tropas de prevenção.

Dia 28 de agosto – Eleições.

Ordenado inquérito à residência dos jesuítas no Quelhas

Setembro

Dia 3 de setembro - Morte de Consiglieri Pedroso.

Dia 17 de setembro - Amnistia para os crimes de liberdade de imprensa.

Dia 23 de setembro - Abre o parlamento. Logo no dia seguinte as cortes são adiadas.

Dia 27 de setembro - Comemorações do centenário da batalha do Buçaco.

Dia 29 de setembro - Greves de corticeiros, tanoeiros e garrafeiros.

Outubro

Dia 1 de outubro - Visita Lisboa o presidente do Brasil, Hermes da Fonseca.

Dia 3 de outubro - Assassinado Miguel Bombarda, cerca das 11 horas. O ato foi executado por um antigo doente, oficial do Exército. Mal a notícia circulou, manifestações espontâneas; Portaria governamental manda encerrar a residência dos jesuítas do Quelhas. Correio da Manhã acusa o rei de entrar num caminho abertamente revolucionário.

Dia 5 de outubro - Proclamação da República em Lisboa (quarta-feira). Eusébio Leão assume as funções de governador civil da capital; Constituído o governo provisório. Dominava a aliança entre Afonso Costa, Bernardino Machado e os jovens turcos, contando, nos primeiros tempos com a colaboração de António José de Almeida. Basílio Teles recusou tomar posse (nomeado para as finanças, exigia também acumular a pasta do interior…).

Tensões com o directório do partido - O governo provisório era obrigado a reunir semanalmente com o diretório e a junta consultiva do partido republicano, a efetiva trindade governativa da república.

O grupo de Machado Santos - Machado Santos assume-se na oposição desde a primeira hora, exigindo o saneamento de altos funcionários das repartições, mas o governo apenas demitiu ou aposentou cerca de meia centena deles. É apoiado pelos oficiais da marinha que participaram no 5 de outubro, como Ladislau Parreira, nomeado comandante do quartel de marinheiros de Alcântara, José Carlos da Maia, Sousa Dias, João Stockler, Mendes Cabeçadas e Tito de Morais. Assumiam-se como os verdadeiros revolucionários.

Os republicanos do Porto - Surge um conflito entre os provisórios e o grupo dos republicanos históricos do Porto, ligados ao 31 de janeiro de 1891 que exigiam a imediata eleição de uma assembleia constituinte, afrontando especialmente Afonso Costa.

Dia 6 de outubro - Proclamada a República no Porto. Paulo Falcão assume as funções de governador civil.

Dia 7 de outubro - Liberdade para os presos pertencentes a associações secretas.

Dia 8 de outubro - Nova designação dos ministérios - A designação de ministérios do interior, das finanças e do fomento foi oficializada.

Expulsão das ordens religiosas - Reposta em vigor a legislação pombalista de 3 de setembro de 1759 e de 28 de agosto de 1767 sobre a expulsão dos jesuítas e a legislação de 28 de maio de 1834 que extinguia as casas religiosas e todas as ordens regulares.

Se este último não expulsava as ordens religiosas femininas, o novo decreto abrange-as quando torna nulo o decreto de 18 de abril de 1901. O diploma de 8 de outubro foi mantido pelo nº 12 do artigo 3º da Constituição de 1911.

Dia 10 de outubro - Bernardino Machado é investido e proclamado no cargo de presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa; Assaltados os jornais O Liberal e Portugal.

Dia 12 de outubro - Guarda Municipal passa a designar-se Guarda Republicana; José Relvas assume a pasta das finanças. Início das hostilidades do grupo dominante dos provisórios, liderado por Afonso Costa e Bernardino Machado, com os membros do diretório, como Relvas, Inocêncio Camacho, Eusébio Leão e José Barbosa, e o grupo de A Luta, com Brito Camacho, João Duarte de Meneses e Tomé de Barros Queirós.

Dia 13 de outubro - Prisão e assassínio de padres - Já estão presos 128 padres em Caxias, visitados pessoalmente por Afonso Costa. Nesse período são assassinados os padres lazaristas Bernardino Barros Gomes, irmão do antigo ministro da monarquia, e o francês Alberto Fragues, na residência de Arroios.

Dia 14 de outubro - É restabelecido o código administrativo de Rodrigues Sampaio de 1878.

Campanha de Camacho contra os adesivos - Em A Luta, Brito Camacho diz que a República não pode ser a monarquia com outro nome, numa campanha contra os chamados adesivos, onde se incluíam os antigos apoiantes de Teixeira de Sousa e de José Maria de Alpoim, que apareciam ligados a Afonso Costa. Continua uma série de artigos neste tom, especialmente em 20, 22, 23 e 25 de outubro. No dia 23 chega a perguntar se não é necessária outra revolução. Defende que se deve manter intacto o diretório do partido republicano, para garantir o regime. Contrariava deste modo as posições de O Mundo, defensor da realização do congresso do partido, com renovação do diretório.

Grupo do jornal A República Portuguesa - Surge o jornal diário A República Portuguesa defende a ditadura revolucionária, criticando os provisórios e os adesivosReúne antigos grevistas de 1907, como Manuel Bravo, Tomás da Fonseca, Santiago Prezado, Alfredo Pimenta, Luís da Câmara Reis, Francisco Pulido Valente, Alberto Xavier e Lopes de Oliveira.

Dia 16 de outubro - Funerais de Cândido dos Reis e Miguel Bombarda.

Dia 17 de outubro - Polícia Civil de Lisboa, criada e por decreto de 28 de agosto de 1893 passa a designar-se Polícia Cívica.

Incidentes na Universidade de Coimbra - Vaiados lentes monárquicos em Coimbra. Segue-se a destruição da sala dos Capelos, sendo baleados os retratos dos dois últimos reis. Dão-se vivas à universidade livre contra a universidade fradesca.

Circulação fiduciária - Decreto de 17 de outubro (José Relvas) mantém o limite de 72 000 contos de réis para a circulação fiduciária de notas representativas de moeda de ouro. Era o limite constante da lei de 30 de junho de 1898.

Nomeada comissão para reorganização do exército presidida por José Estevão de Morais Sarmento.

Grupo afonsista acusado de ligação aos monárquicos - O jornal O País fala em Afonso Costa e Bernardino Machado como os amigos de Teixeira de Sousa e de José Alpoim.

Dia 18 de outubro - Abolição dos títulos nobiliárquicos; Proibido o juramento religioso nos atos civis, para satisfazer o sentimento liberal e as aspirações dos sentimentos republicanos da nação portuguesa; Extinção formal do Conselho de Estado e da Câmara dos Pares.

Dia 19 de outubro - Manuel de Arriaga nomeado reitor da Universidade de Coimbra. No ato de posse, o discurso utiliza ideologismos positivistas.

Dia 21 de outubro - Suspensão do bispo de Beja, D. Sebastião Leite de Vasconcelos. Havia fugido para Espanha, porque ameaçado de morte. Será destituído em 18 de abril de 1911.

Dia 22 de outubro - Suprimido o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias, substituindo-a pela educação cívica, mas enquanto não forem aprovados novos livros segundo o espírito democrático da República será feita por preleções do professor que se deverá inspirar sempre nos sentimentos da Pátria, amor ao lar, do trabalho e da liberdade; Brasil reconhece o novo regime. Ministro Costa Mota entrega credenciais em 15 de novembro.

Dia 23 de outubro - Argentina reconhece o novo regime; Abolido o foro académicos e o uso de capa e batina tornou-se facultativo; Suprimida a Faculdade de Teologia.

Dia 24 de outubro - Carta pastoral do episcopado redigida pelo arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes; Prisão de Homem Christo.

Dia 26 de outubro - Acabam os dias santificados que passam a ser considerados dias de trabalho, à exceção do domingo; Jornal O Mundo elogia Alpoim pelos serviços prestados à revolução em 28 de janeiro de 1908.

Dia 27 de outubro - Camacho contra os adesivos - Brito Camacho em A Luta  considera que os monárquicos se preparam para pintar de vermelho os seus caciques; Os jornalistas franquistas Álvaro Pinheiro Chagas, Aníbal Soares e Joaquim Leitão começam a publicar o Correio da Manhã. Queriam assumir-se como os representantes das classes conservadoras.

Dia 29 de outubro - Nicarágua reconhece o novo regime; Publicada nova lei de imprensa. Deixa de punir os ataques à religião.

Dia 30 de outubro - Prisão de João Franco em Sintra.

Salazar matricula-se na faculdade de direito de Coimbra (fins de outubro).

Dia 31 de outubro - Uruguai reconhece o novo regime; Aprovada a redação definitiva da lei do divórcio. Por decreto de 31 de outubro, proteção dos filhos ilegítimos; Magalhães Lima, grão mestre da maçonaria, regressa a Lisboa, vindo de Paris, sendo aclamada por cerca de 100 000 pessoas.

Novembro

Dia 2 de novembro - Estados Unidos da América e China declaram a manutenção das relações regulares.

Dia 3 de novembro - Lei do divórcio.

Dia 9 de novembro - Reino Unido, França, Espanha e Itália declaram a manutenção de relações regulares com Lisboa.

Dia 10 de novembro - Reconhecimento internacional - Chega a Lisboa o embaixador britânico. Manifestação de regozijo de cerca de 200 000 pessoas.

Dia 11 de novembro - Perseguição aos jesuítas - Afonso Costa propõe em conselho de ministros que se divulguem os nomes e as notas biográficas dos 375 jesuítas que viviam em Portugal.

Dia 12 de novembro - Lei do inquilinato; Surge o jornal diário O Intransigente de Machado Santos, dito diário republicano radical. Começou por proclamar-se órgão dos verdadeiros carbonários. Combatia os provisórios e os adesivos. Tem a colaboração de Basílio Teles, Sampaio Bruno e António Claro, autores de alguns dos editoriais que, depois, Machado Santos assinava. Segundo Cunha Leal, Machado Santos tinha a República metida no corpo e na alma, mas foi centro de episódicas concentrações de individualidades.

Dia 14 de novembro - Extinta a 11ª cadeira da Faculdade de Direito, a de direito eclesiástico, surgindo nesse lugar a de sociologia criminal e direito penal.

Dia 16 de novembro - Ensino primário particular - Decreto permite o ensino primário particular por professores que tenham o segundo grau da instrução primária com boa classificação em escolas a cargo de instituições republicanas; Comício no Rossio contra as greves. Tinha havido greve dos eléctricos de Lisboa. Protestos e manifestações de 4 000 sapateiros e padeiros, obrigando o governo a recorrer à Manutenção Militar, para abastecer a cidade de pão. Greve nos caminhos de ferro da Póvoa, no Porto.

Dia 17 de novembro - Basta de greves! - França Borges  escreve um artigo no Mundo, dizendo basta de greves. Tinha havido 21 em outubro e 8 em novembro. O jornal monárquico Correio da Manhã dizia em 8 de dezembro que a República vai principiando por onde a monarquia acabou.

Dia 23 de novembro - Manifestação contra os provisórios - Manifestação de apoio ao diretório em Lisboa, no Largo de S. Carlos. Discursos de Eusébio Leão e Malva do Vale. Aparecem Machado Santos, Ladislau Parreira, Vasconcelos e Sá, Sousa Dias e Tito de Morais. Críticas aos provisórios; A Luta propõe um banquete de republicanos históricos, respondendo a um convite de O Mundo para uma merenda em 28 de janeiro, reunindo republicanos e dissidentes progressistas.

Dia 25 de novembro - Greve dos caminhos de ferro do Estado, linhas do Minho e Douro.

Dia 27 de novembro - Manifestação de caixeiros de Lisboa frente ao ministério do interior, protestando contra o horário de trabalho.

Dia 28 de novembro - As forças armadas são proibidas de participar em solenidades e cerimónias religiosas, a não ser para manter a ordem, depois de requisitadas por autoridades civis.

Reunião dos bispos portugueses em S. Vicente de Fora. Redigida pastoral criticando a política religiosa do governo.

Dezembro

Dia 6 de dezembro - Greve e lock out. O decereto-burla. - Regulamento da greve e do lock out, da autoria de Brito Camacho: garantido aos operários, bem como aos patrões o direito de se coligarem para cessação simultânea do trabalho. O diploma foi inspirado na legislação espanhola e os sindicalistas logo lhe chamam o decreto burla. Não tarda que o ministro em causa tente assumir-se como o conciliador dos conflitos sociais, recebendo inúmeras comissões de trabalhadores e deslocando-se ao terreno, para tentar impedir as greves.

Dia 12 de dezembro - Instituídos o Instituto Superior de Agronomia, na Tapada da Ajuda, e a Escola Superior de Medicina Veterinária.

Dia 21 de dezembro - Conflito entre o governo e o poder judicial - Os quatro juízes que despronunciaram João Franco e Malheiro Reimão são transferidos para Luanda e Goa. Invocaram formalmente a Carta Constitucional.

Dia 25 de dezembro - Leis da Família.

Dia 29 de dezembro - Lei de Defesa da República em 29 de dezembro. Manda julgar por um júri os delitos políticos contra o novo regime.

Dia 31 de dezembro - Decreto sobre as associações religiosas. Os respetivos membros não podem exercer o ensino nem usar em público hábitos talares, sob pena de prisão por toda a pessoa do povo.

Começa a depuração política do Exército. Correia Barreto é auxiliado pelos Jovens Turcos. Mas, de 13 de outubro de 1910 a 31 de dezembro de 1911, apenas são demitidos 30 oficiais, enquanto 6 desertam. Grande parte dos restantes decidem inscrever-se nas folhas de adesão à República.